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A Saga do Tigre - Colleen Houck

Uma envolvente montanha russa emocional

 Ainda estou em prantos devido ao final dilacerante da obra. Perdoem-me caso haja algum equívoco.
Confesso que comecei minha leitura sem entusiasmo. Uma amiga minha me emprestou o primeiro livro da Saga dos Tigres e não esperava que houvesse uma boa evolução do tema, nem mesmo que o livro abordasse questões tanto cotidianas quanto místicas.
O fato é que estava totalmente errada, e se pudesse, leria novamente as primeiras palavras com mais gosto, me deliciando com cada fala, com cada descrição... mas não posso, pois como já disse, estou ainda em estágio de recuperação.
Esse foi um dos poucos livros que me envolveu completamente. Não fui somente uma leitora, mas sim todos os personagens, seja secundário ou principal. Ri muito, chorei (e ainda choro), desesperei e senti tudo o que se pode sentir pelos envolvidos. Fui transportada para um tempo e espaço desconhecido e a riqueza de detalhes me proporcionou um amplo conhecimento de diversas culturas, vocábulos em híndi, armas e golpes...
Não sou uma filósofa, mas o pouco que sei me garante afirmar que há um pouco de Nietzsche na trama, principalmente quando somos induzidos a perceber que até mesmo divindades que são amplamente reverenciadas não passam de simples humanos dotados de uma característica marcante (no caso a deusa Durga, adorada pela bravura na guerra), repletos de defeitos e inseguranças.
Além de tudo, o livro de caráter romântico e aventureiro nos faz analisar questões pessoais e importantes de forma cuidadosa e observadora. De forma gentil e sábia, ela nos dá conselhos que se fundem em nossa alma e nos liberta.
Aventurem-se também pelos mistérios da maldição do Tigre! Se entregue aos reinos de Kishkindha e Shangri-Lá! E permita-se a viver o livro!

("Jéssica Stewart")